Raul Brandão (1867-1930) nasceu na Foz do Douro, Porto. Matriculou-se no Curso Superior de Letras, tendo criado, com António Nobre e Justino de Montalvão, o grupo iconoclasta Os Insubmissos, que coordenou a publicação de uma revista com o mesmo nome. Nos finais do século XIX dirige a Revista de Hoje e colaborou no jornal Correio da Manhã, dirigido por Pinheiro Chagas. Aos 24 anos decide abandonar o curso de letras e ingressa na Escola do Exército, em Mafra, onde faz o curso de oficiais. Elemento activo da «Geração de 90», Raul Brandão é um dos mais importantes escritores portugueses pós-românticos, sendo considerado o precursor da moderna ficção portuguesa. Publicou contos, livros de viagens, peças de teatro, memórias e estudos históricos. Das suas obras destacamos Impressões e Paisagens (1890); História de Um Palhaço (1896), A Farsa (1903); Os Pobres (1906), Húmus (1917), Os Pescadores (1923), As Ilhas Desconhecidas (1926), A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore (1926); O Pobre de Pedir (1931), entre muitas outras.